O futuro é longe das grandes cidades

O que antes era um sonho, agora é quase um pesadelo para muitas pessoas. Viver nos grandes centros vem se tornando um verdadeiro desafio de sobrevivência.

Muitas pessoas sairão das pequenas cidades buscando uma vida melhor nos grandes centros urbanos. No entanto, a verdade é que os as cidades grandes se transformaram em verdadeiros campos de batalhas. É como ter trocado a vida sonhada pela busca da sobrevivência.

A dificuldade de viver nos grandes centros

Quer ver um potencial exemplo de como o futuro das grandes cidades está chegando? Veja Hong Kong, onde muitos fatores sociais acontecem antes de (muitos) países. Nessa cidade as pessoas já estão vivendo em verdadeiras jaulas, por dois grandes motivos: preço alto e falta de espaço.

A cidade também é considerada uma das que mais gera riqueza no mundo, mas isso não impede tanta diferença social e uma precária qualidade de vida para uma parcela considerável da população.

É uma conta simples: os trabalhos estão concentrados nos centros, onde se tornam super caros pela alta demanda e os salários não acompanham este aumento. Desta maneira, temos este resultado.

Assim vivem milhares de pessoas em Hong Kong:
O futuro é longe das grandes cidades 1
exodo urbano
Fonte: www.sopitas.com

As grandes cidades de outros países também passam pelo mesmo

E isso não é apenas em Hong Kong. Em Londres foi vendido o que foi considerado um dos apartamentos mais baratos da cidade por 111.000 euros. O preço pode parece normal, se fosse um detalhe: a área total é de apenas 7m². Surpreendentemente, a busca por este imóvel foi tão grande que acabou sendo vendido por um valor mais alto do que o colocado à venda.

micro apartamento em londres

O mesmo ocorre atualmente em muitas casas de São Francisco, nos estados unidos. Os Jovens e adultos pagam 1.900 dólares por uma cama em beliche para morar. E esse valor tão alto apenas por questões de inclusão na “cidade da tecnologia”.

Como diz o artigo publicado pela “venture beat“, uma prática que vem crescendo cada vez mais com o aumento da procura de novas oportunidades. Por outro lado, o que deveria ser algo bom, se tornou completamente abusivo.

O Japão é um dos poucos países que percebeu que algo deve ser feito, esta reportagem feita pelo site bloomberg (2017) deixa claro que será um exemplo a ser seguido muito em breve por outros países que possuem grandes cidades. Um dos grandes aspectos destacados é o “despovoamento criativo”.

Este conceito consiste na transição de pessoas e empresas das grandes cidades para pequenas cidades, principalmente rurais. São oferecidos investimentos nestes locais com o objetivo de melhorar sua estrutura e atrair novos moradores.

O que antes eram cidades para aposentados, sem ter muitas atividades atrativas, está se convertendo em uma grande alternativa para o atual problema urbano das grandes cidades.

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O “Green Valley”, como citado no artigo, pode ser a grande alternativa para mudança no rumo das grandes cidades. O êxodo urbano pode salvar e melhorar a vida de muitas pessoas e, talvez, de toda uma sociedade.

A cultura do trabalho remoto é outro fator que ajuda impulsionar todo esse movimento, dando mais liberdade e oportunidade para que as pessoas possam viver com mais qualidade de vida nessas pequenas cidades.

Conclusão

A conclusão é que temos que tirar a pressão das grandes cidades. Estamos sendo exploradas cada vez mais por aluguéis caros e em condições cada vez mais desumanas. Se nada for feito, muitas cidades podem se converter em novas “Hong Kong”.

A pandemia veio para acelerar o processo de transição para o trabalho remoto mais democrático. Com a maior liberdade geográficas, os trabalhadores já contam com maior possibilidade de escolher lugares diferentes para viver.

Em sua grande maioria, a busca pela qualidade de vida está centrada na proximidade com a natureza, comidas frescas e orgânicas, ar puro e uma vida com menos estresse. O que de fato não podem ser encontrados em grandes cidades.

Renato França
Renato França
Eu sou apaixonado pelo que faço e busco sempre evoluir um pouco a cada dia. Já passei por mais de 20 países, várias cidades e muitas experiências que fazem eu ver o mundo com olhos diferentes. Acredito no futuro sustentável e de colaboração. Sonhar é planejar o futuro.
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